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Cadeias Cinéticas


Conceito e diferenças entre cadeia aberta e cadeia fechada 

O termo “cadeias cinéticas” diz respeito ao conjunto de articulações que possibilitam um movimento corpóreo em resposta a um estímulo – parece complicado? Calma! 

O conceito de cadeias cinéticas (e suas respectivas classificações) é bastante importante para nós, educadores físicos, e têm a ver com a biomecânica dos movimentos a serem realizados em qualquer modalidade esportiva. 

Acontece que dentro do nosso corpo tudo está interligado, de alguma maneira. Cada simples movimento acaba por envolver outras regiões, de forma sinérgica e natural. Para digitar esse texto, por exemplo, preciso mexer meus dedos, mas é perceptível que não posso isolar o movimento de cada dedo. A cada tecla apertada, meus punhos, ombros e cotovelos também se mexem.

Na ciência dos exercícios físicos, essa interligação de movimentos é extremamente relevante. Quando vamos analisar a execução de um movimento para corrigir o aluno estamos embasados na biomecânica e as cadeias cinéticas estão inseridas nessa disciplina.

Veja a figura abaixo para guiar as explicações de cadeia cinética aberta e cadeia cinética fechada:

Exercícios cujo osso distal se aproxima do osso proximal são considerados exercícios de cadeia cinética aberta

Exemplo: mesa flexora.

Nesse aparelho a coxa fica estável e a perna se movimenta graças aos joelhos, para executar o movimento e sentir a carga. 

A cadeia cinética fechada representa o inverso. O osso proximal é que se aproxima do osso mais distal. 

Exemplo: agachamento. 

Nesse exercício a coxa se movimenta (também possibilitada pelos joelhos) até os pés, que estão estáticos. 

E por que isso é importante? Para a análise de estabilização corporal!

Se o corpo não estiver bem estabilizado, respeitando as características cinéticas exigidas pelo exercício, a lógica pode ser invertida e isso atrapalha a eficiência do treino.

A má execução (seja por falta de atenção, falta de conhecimento ou excesso de carga) pode transformar um exercício de cadeia cinética aberta em um exercício de cadeia cinética fechada, prejudicando todo o movimento e atrapalhando o exercício de forma geral. 

Na cadeira extensora isso é bastante visível. Se a postura do aluno não estiver correta (com glúteos encaixados no aparelho, costas sobre o encosto traseiro e mãos firmes nos seus respectivos apoios) e se a carga não for adequada, ao fazer a flexão de joelhos para levantar a carga, haverá movimentação da coxa, dos glúteos e das costas. 

Esse é um exemplo clássico que evidencia a falta de estabilização em um exercício – e deve ser corrigido! 

A prevalência de exercícios de cadeia cinética aberta ou fechada é um ponto a ser analisado individualmente, junto de outras variáveis aplicáveis ao esporte em questão. É mais comum que os treinos de academia mesclem as duas cadeias, enquanto que os treinamentos funcionais utilizam, em sua maioria, de exercícios de cadeia cinética fechada.

Espero ter sido claro. 

E se resta alguma dúvida, deixe um comentário ou uma mensagem.

Até,

Coach Rampasso
Educador Físico/ Expert Rating Personal Trainer (USA)

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